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Política

Associações pedem continuidade da cogestão, e Leite cogita mais restrições

Executivo estadual só irá definir a questão após uma conferência com o Gabinete de Crise

Associações pedem continuidade da cogestão, e Leite cogita mais restrições
Foto: Itamar Aguiar / Palácio Piratini / CP
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Após mais de duas horas de reunião com o governo do Estado, os representantes das associações de municípios do Rio Grande do Sul pediram de maneira unânime pela manutenção da cogestão no sistema do Distanciamento Controlado contra a Covid-19. No encontro desta segunda-feira, 18 entidades estiveram representadas na conversa com o governador Eduardo Leite. O Executivo estadual, porém, só irá definir a questão após uma conferência com o Gabinete de Crise, marcada para as 14h desta segunda. Leite, inclusive, chegou a cogitar a inclusão de mais restrições caso a opção seja pela continuidade do modelo compartilhado de gestão de protocolos contra o novo coronavírus. 

Em sua manifestação, que ocorreu depois da fala de prefeitos e de presidentes de associações, Leite fez um apelo caso o modelo de cogestão seja mantido. "Tivemos 18 associações falando hoje e se manifestaram de forma unânime. Vou tomar a decisão com o gabinete de crise, mas essas manifestações serão muito consideradas. Eu concordo que não podemos punir a economia e por isso criamos o sistema de Distanciamento Controlado, mas o que estamos vendo agora é uma situação fora do comum", disse. "Se a decisão for pela cogestão, vamos discutir outros tipos de restrições no período noturno, talvez encurtando o período de funcionamento de locais das 22h para as 20h. Precisamos mostrar com clareza que o vírus é uma realidade assustadora", acrescentou. 

Ao falar da chance de continuidade da cogestão, Leite afirmou que os prefeitos serão fundamentais na fiscalização de locais com aglomerações. "Os prefeitos serão determinantes nisso e, se a decisão for pelo seguimento da cogestão, eu preciso do compromisso de todos de que este monitoramento seja feito com muito rigor, com caráter pedagógico, dando visibilidade para isso", salientou. O governador disse ainda que as administrações municipais podem contar com a Brigada Militar para acompanhar atividades irregulares neste momento da pandemia. 

Vacinação, educação e a subida de tom 

Além de prestarem apoio às restrições já impostas pelo governo do Estado ainda na semana passada, as associações de municípios pediram esclarecimentos sobre o andamento das vacinas e deixaram claro que desejam o retorno de aulas presenciais. O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, chegou a pedir sensibilidade de Leite em relação à educação, alegando que muitas mães precisam trabalhar e não têm com quem deixar os filhos. "Faço um apelo pela cogestão na Educação Infantil. Ela precisa voltar. Tem até uma questão alimentar também, então eu peço a sua sensibilidade", disse Melo. 

Em resposta, Leite disse que a situação será avaliada para o modelo híbrido. "E quanto à vacinação eu oficiei ao Ministério da Saúde para que priorize a imunização de professores que estão na faixa prioritária", informou. 

A manifestação mais contundente veio do presidente da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Maneco Hassen, pedindo para que o governo do Estado e os prefeitos aumentem o tom com o governo federal pela chegada de mais vacinas. "Até gostaria de uma cobrança mais firme em relação à vacinação sobre o governo federal. Nós não podemos continuar sem elas, caso contrário vamos discutir medidas de restrição o ano todo. Acho que está na hora de subir o tom", resumiu. 
FONTE/CRÉDITOS: Correio do Povo
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