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Contaminação de policiais militares triplicou nos últimos dias

Ao longo da pandemia, a BM registrou média de 40 a 50 contaminados simultâneos. Todos os policiais contaminados ficam pelo menos 10 dias afastados.

Contaminação de policiais militares triplicou nos últimos dias
Divulgação: Brigada Militar
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O avanço nos casos de coronavírus nas últimas semanas também refletiu na disparada de contaminação dentro da Brigada Militar (BM). Em 10 dias, o número de policiais militares contaminados triplicou. Os dados foram informados pelo próprio comandante-geral da BM, coronel Rodrigo Mohr nesta segunda-feira (1º).

Ao longo da pandemia, a BM registrou média de 40 a 50 contaminados simultâneos. O aumento passou a ser observado a partir de 9 de fevereiro. No dia 17 no mesmo mês, já eram 80 policiais com diagnóstico de covid e, no último sábado (27), o total já havia saltado para 246 policiais – acréscimo de 207,5% – que testaram positivo para a covid-19. Destes, 22 estão internados. De acordo com ele, do total de 17.952 policiais, 300 estão fora de ação por infecção pelo coronavírus, em um movimento que se iniciou na semana passada.

— Assim como no Estado, estamos no pior momento da pandemia, com maior número de afastados e hospitalizados. Estamos com o hospital da BM quase lotado. Momento muito complicado. Em todo o ano passado, não tivemos nenhum momento semelhante ao que estamos vivendo hoje. Em dois dias mais do que dobramos o número de PMs hospitalizados. A contaminação foi geral, entre praças e oficiais. O vírus não escolheu posto de graduação. Tem muitos tenentes, até comandantes e o pessoal do serviço interno — afirma Mohr.

Todos os policiais contaminados ficam pelo menos 10 dias afastados. Durante toda pandemia, quatro policiais da ativa já morreram por coronavírus. Segundo coronel Mohr, os diagnósticos estão pulverizados em praticamente todos os batalhões do Estado. A maior quantidade de contaminados, no entanto, está concentrada no Litoral Norte (2,9% do total), em Porto Alegre (2,4%) e no departamento de saúde (2%).

— Dá para ver claramente que onde tem o maior número de ocorrências envolvendo aglomerações, tem mais contaminados. O policial está no contato diário com as pessoas, atendendo toda e qualquer ocorrência, está sempre tentando fazer uma mediação, conversa e pode estar tendo contato com pessoas com o vírus — afirma.

O aumento nos casos também refletiu na alta demanda do Hospital da Brigada Militar em Porto Alegre, que está operando com a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) próxima do limite. A corporação tem instituições de atendimentos específicas para PMs na Capital e em Santa Maria. Nas demais regiões do Estado, o policial procura atendimento na mesma rede que atende civis.

Com o agravamento dos números, o comando-geral reforçou a adoção de protocolos, como uso de máscara, álcool gel, distribuição de face shield e limpeza das viaturas na trocas de turnos. Coronel Mohr afirma que a importância do uso de máscara em serviço foi reforçada junto à tropa:

— Assim como a população, os policiais também acabaram relaxando com o passar do tempo e o começo da vacinação. Agora voltamos a bater nessa tecla e reforçamos todas aquelas orientações do começo da pandemia.

Por ter exposição diária e contínua, o presidente estadual da Associação dos Servidores de Nível Médio da Brigada Militar (Abamf), José Clemente Silva Corrêa, acredita que o número de policiais contaminados tende a se agravar nos próximos dias. O dirigente defende que o governo agilize a vacinação dos profissionais da segurança pública.

FONTE/CRÉDITOS: Jovem Pan News Litoral
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