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Cão comunitário agredido duas vezes em três dias se recupera em Caxias do Sul
Animal foi alvo de pauladas com pregos e pedradas no bairro Rio Branco; Polícia Civil analisa imagens para identificar agressores
Por Redação Tupancy
Publicado em 07/04/2026 21:54
RS
Foto: Divulgação

O caso do cão comunitário Spike tem gerado uma onda de indignação e mobilizado as autoridades de Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. O animal, que vivia sob os cuidados de moradores do bairro Rio Branco, foi vítima de duas agressões brutais em um curto intervalo de tempo e agora segue em recuperação no Hospital Veterinário da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

 

Cronologia da Violência

A sequência de ataques impressiona pela crueldade:

  1. Quarta-feira (1º): Spike foi atingido por um pedaço de madeira cravejado de pregos. A violência do golpe foi tamanha que a madeira chegou a se partir.

  2. Sábado (4): Apenas três dias após o primeiro ataque, o cão foi alvo de pedradas, supostamente arremessadas por três adolescentes.

Até o momento, a Polícia Civil não confirmou se há relação direta entre os dois episódios de maus-tratos.

 

Estado de Saúde e Monitoramento

Graças ao convênio entre a Prefeitura e a UCS, Spike está recebendo atendimento completo. De acordo com a equipe veterinária, o quadro clínico do animal apresenta boa evolução e ele não corre risco de morrer. Durante a internação, o cão já passou por procedimentos padrão de proteção:

  • Vacinação completa;

  • Implantação de microchip para monitoramento permanente;

  • Cadastro oficial no sistema do Departamento de Proteção Animal (DPA).

 

O Futuro de Spike: Comunidade pede o retorno

Moradores do bairro Rio Branco, que já cuidavam do animal antes dos ataques, manifestaram o desejo de que Spike retorne à localidade após a alta hospitalar. No entanto, o DPA avalia a situação com cautela.

A principal alternativa em estudo é a adoção responsável por algum morador específico. O objetivo é garantir que o cão tenha um lar seguro e não precise mais viver nas ruas, evitando que fique vulnerável a novos ataques.

 

Investigação em Curso

O delegado Edinei Albarello, responsável pelo caso, informou que a Polícia Civil já obteve imagens de um possível suspeito da primeira agressão. No momento, os agentes trabalham na confirmação da identidade e na busca por testemunhas que possam ajudar a esclarecer o segundo ataque envolvendo os adolescentes.

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