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Em decisão inédita, PT nacional intervém no RS e oficializa apoio a Juliana Brizola (PDT) para o Piratini
Pela primeira vez na história, o Partido dos Trabalhadores não terá candidato próprio ao governo gaúcho; estratégia visa fortalecer palanque de Lula em 2026
Por Redação Tupancy
Publicado em 07/04/2026 22:02
Eleições 2026

O cenário político do Rio Grande do Sul sofreu uma reviravolta histórica nesta terça-feira (7). Em reunião realizada pelo Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE), a direção nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) determinou que a sigla abrirá mão de uma candidatura própria para apoiar a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini nas eleições de 2026.

A medida representa uma intervenção direta da cúpula nacional sobre a instância estadual do partido, que até então defendia a manutenção de um nome petista na disputa. Esta será a primeira vez, desde a redemocratização, que o PT não encabeçará uma chapa ao governo do Estado.

 

O Acordo Nacional: Lula e o Xadrez Político

A decisão não é isolada e faz parte de uma ampla costura política que envolve o apoio do PDT à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em troca da fidelidade pedetista no plano federal, o PT concordou em ceder protagonismo em estados estratégicos como Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

A articulação contou com a participação direta de Lula e de caciques políticos como Carlos Lupi (PDT) e João Campos (PSB). O objetivo central é unificar o palanque do campo democrático no RS, evitando divisões internas que possam prejudicar a performance da campanha presidencial no estado.

 

Edegar Pretto: O articulador e a resistência

O documento emitido pela direção nacional aponta Edegar Pretto como a principal liderança para conduzir a transição e a estratégia conjunta com o PDT e outras legendas aliadas.

No entanto, a decisão gera tensão interna:

  • A Orientação: O PT nacional pede foco na construção da unidade sob a liderança de Juliana Brizola.

  • A Reação: Mesmo após o comunicado, Edegar Pretto — que vinha trabalhando sua pré-candidatura — sinalizou que pretende manter sua intenção de disputar o governo, indicando que a ala estadual pode tentar reverter ou resistir à intervenção.

 

Unificação da Base

O PT nacional acredita que, ao abrir mão da cabeça de chapa, consegue atrair uma base mais ampla de partidos de centro e centro-esquerda, fortalecendo a resistência contra adversários e garantindo uma estrutura mais sólida para o projeto de continuidade do Governo Federal.

A decisão agora abre caminho para intensas negociações sobre quem ocupará as vagas de vice-governador e as duas cadeiras ao Senado na chapa de Juliana Brizola, nomes que devem ser definidos nos próximos meses sob a batuta de Pretto e da executiva nacional.

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