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Avanço na Medicina: Hospital de Torres realiza procedimento pioneiro para tratamento de lesões medulares
Uso experimental de “polilaminina” traz nova esperança para recuperação de pacientes; morador de Arroio do Sal foi o beneficiado pela técnica
Por Redação Tupancy
Publicado em 16/04/2026 18:59
Litoral Norte
Procedimento marcou a aplicação intramedular experimental de “polilaminina” em um paciente com histórico de lesão medular Foto : Divulgação / IBSaúde / Rádio Tupancy

O Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, foi palco de um marco para a medicina gaúcha nesta quinta-feira (16). A instituição realizou um procedimento experimental inovador que utiliza a substância polilaminina para auxiliar na recuperação e no tratamento de lesões na medula espinhal.

O paciente beneficiado é um morador de Arroio do Sal, que possui histórico de lesão medular. O procedimento consistiu na aplicação intramedular da substância, uma técnica que busca regenerar conexões nervosas e oferecer uma nova perspectiva de mobilidade e qualidade de vida.

 

O que é a Polilaminina?

A polilaminina é uma proteína sintética desenvolvida para mimetizar a laminina natural do corpo, que atua como uma espécie de "guia" para o crescimento de neurônios. Em casos de lesões graves, a medula perde essa capacidade de regeneração, e a substância atua criando uma estrutura favorável para que as células nervosas voltem a se conectar.

Inovação: Trata-se de uma das primeiras aplicações do tipo no Rio Grande do Sul.

Esperança: Embora ainda em fase experimental, a técnica é vista por especialistas como um divisor de águas para pacientes que antes não tinham opções de tratamento para paralisias.

 

Integração Regional e Ciência

A operação foi viabilizada através de uma parceria entre o IBSaúde (gestor do hospital) e centros de pesquisa. O sucesso da aplicação em Torres coloca o Litoral Norte no mapa da alta tecnologia médica no estado.

 

Próximos Passos

A equipe médica agora monitorará o paciente de perto para avaliar a resposta biológica à substância. Como se trata de um tratamento experimental, os resultados definitivos sobre a recuperação de movimentos ou sensibilidade podem levar meses para serem observados. A ciência ainda busca responder a questões sobre a durabilidade dos efeitos e a segurança a longo prazo, mas o passo dado em Torres é considerado fundamental para o avanço dessas respostas.

Este procedimento reforça a descentralização da saúde de alta complexidade, mostrando que hospitais do interior e do litoral estão aptos a receber protocolos de pesquisa de nível internacional.

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