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Investigação sobre queda de avião em Capão da Canoa confirma ausência de caixa-preta e analisa manobra de decolagem
Equipamento não é obrigatório para aeronaves de pequeno porte; Polícia Civil e CENIPA apuram hipóteses de vento de cauda e uso parcial da pista
Por Redação Tupancy
Publicado em 07/04/2026 21:58
Litoral Norte

As investigações sobre o trágico acidente aéreo que vitimou quatro pessoas em Capão da Canoa, na última sexta-feira (3), entraram em uma fase crucial nesta segunda-feira (6). Em entrevista, o delegado Marco Swirski confirmou que a aeronave não possuía caixa-preta, equipamento que registra dados e áudios de voo, uma vez que o item não é exigido por lei para modelos deste porte.

A ausência do dispositivo torna o trabalho da perícia ainda mais dependente de análises técnicas dos destroços e de relatos de testemunhas para reconstruir os últimos momentos antes da queda sobre um restaurante local.

 

Foco na Perícia Técnica e Hipóteses

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar possíveis responsabilidades criminais. Como não houve sobreviventes, os agentes concentram esforços na oitiva de familiares, testemunhas oculares e representantes da empresa proprietária do monomotor.

Paralelamente, o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), através do Quinto Serviço Regional (SERIPA V), de Canoas, trabalha na análise dos destroços. Duas hipóteses principais ganharam força entre os investigadores:

  1. Uso parcial da pista: A aeronave pode não ter iniciado a decolagem a partir da cabeceira, reduzindo a distância disponível para ganhar sustentação.

  2. Vento de cauda: A presença de vento soprando na mesma direção da decolagem pode ter comprometido a velocidade necessária para o avião subir com segurança.

 

Prazos e Procedimentos

De acordo com a Força Aérea Brasileira (FAB), os peritos estão avaliando documentos da aeronave, registros de manutenção, condições meteorológicas do momento e imagens de câmeras de segurança.

 

Próximos Passos

O delegado Swirski enfatizou que qualquer conclusão sobre responsabilidade penal depende diretamente da conclusão dos laudos técnicos. "Somente com os laudos e análises concluídos será possível avaliar eventuais responsabilidades", afirmou.

Enquanto o relatório preliminar deve ser entregue em um mês, a conclusão final do acidente — que visa prevenir novas ocorrências no setor aéreo — ainda não possui uma data definida para ser divulgada.

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